Empresa de Cervejas da Madeira com secções paradas devido à greve de dois dias

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 Algumas secções da Empresa de Cervejas da Madeira (ECM) estão hoje paradas devido à greve dos trabalhadores, que se repete na quinta-feira, indicou a dirigente sindical Maria José Afonseca.

“Esta greve teve maior adesão que as greves anteriores. Há secções paradas, a secção de oficina, de enchimentos e as linhas de produção, daí que é uma greve significativa”, afirmou à agência Lusa a dirigente sindical da associação das delegações, que inclui o Sindicato dos Trabalhadores da Agricultura e das Indústrias de Alimentação, Bebidas e Tabacos de Portugal (SINTAB).

Maria José Afonseca acrescentou que, em relação à distribuição, a greve será mais sentida na quinta-feira “porque não vai haver produto nos carros para que possam ir distribuir”.

Os trabalhadores da ECM reivindicam aumentos salariais de 100 euros por trabalhador, 35 horas semanais distribuídas pelos dias úteis, 25 dias úteis de férias e aumento da remuneração para o trabalho extraordinário e noturno.

De acordo com o sindicato, “os trabalhadores da ECM não têm aumento nos seus salários desde 2019 (inclusive)”.

A dirigente sindical referiu que a empresa respondeu às reivindicações dos trabalhadores com um aumento de 1,5% na tabela salarial, 25 dias úteis de férias e propôs alterar os dias de descanso semanal dos trabalhadores que entraram ao serviço em 2022 para dois dias a definir pela ECM.

Esta proposta foi recusada em plenário, tendo sido considerada “uma miséria”, e a greve de dois dias foi convocada.

A Empresa de Cervejas da Madeira, em atividade há mais de 140 anos, é a maior empresa regional de produção e distribuição de bebidas na Região Autónoma da Madeira e faz parte do universo do Grupo Pestana, maior grupo hoteleiro português.

A ECM tem uma equipa de cerca de 250 colaboradores e uma carteira de 3.500 clientes.

Entre os seus produtos de marca estão a cerveja Coral, a Laranjada e a Brisa Maracujá.

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