Médica portuguesa distinguida por progressos na luta contra o cancro

França

Inês Vaz Luís, médica no centro de investigação Gustave Roussy, na região de Paris, foi galardoada com a edição de 2024 do Prémio Internacional de Mentoria Mulheres que Conquistam o Cancro, durante o congresso da Sociedade Americana de Oncologia Clínica que está a ter lugar em Chicago, nos Estados Unidos.

A trabalhar no centro regional de oncologia Gustave Roussy desde 2016, em Villejuif, a portuguesa Inês Vaz Luís, 44 anos, é uma autoridade na sua área.

Inês Vaz Luís completou os seus estudos de medicina em Portugal, antes de se instalar nos Estados Unidos onde concluiu um mestrado em investigação clínica na Harvard Medical School. Durante os cinco anos que passou na América trabalhou como professora no Dana-Farber Cancer Institute, que faz parte da Universidade de Harvard.

Médica oncologista dirige atualmente o programa médico-científico Interval, que tem como foco o pós-cancro com o objetivo de melhor identificar e prevenir as toxicidades vinculadas aos tratamentos. É também diretora do grupo de Sobrevivência do Cancro na unidade U981 do Inserm.

Em França, Inês Vaz Luís codirige o desenvolvimento científico de estudos CANTO (CANcer TOxicities), que também se interessa pelas toxicidades desenvolvidas em mulheres tratadas de cancro da mama localizado, de forma a identificar as populações com maior probabilidade de desenvolver a doença e adaptar o tratamento para reduzir os efeitos secundários.

A portuguesa também lidera a plataforma digital WeShare, uma infraestrutura de investigação nacional partilhada, dinâmica, integrada e centrada no paciente, liderada pela Unicancer, para acelerar a descentralização da investigação em oncologia e, particularmente, sobre o cancro nas ciências humanas e sociais.

A sua investigação é particularmente inovadora no sentido de que não se centra apenas na doença, mas também, e sobretudo, no paciente de um ponto de vista humano. Com a ajuda da inteligência artificial, a investigadora explorou áreas até agora pouco tratadas, tais como o cansaço ligado aos tratamentos, a redução de toxicidades e a importância do regresso à vida social e profissional após a doença.

Foi esta abordagem científica que lhe valeu o Prémio Internacional de Mentoria Mulheres que Conquistam o Cancro, apresentado durante o Congresso Mundial do Cancro que se realiza atualmente em Chicago. Este prémio “premia mulheres na oncologia que são líderes, modelos e mentoras para outras mulheres que estão a formar-se para se tornarem médicas, professoras ou investigadoras em oncologia”, explica a Conquer Cancer, a fundação que atribui este prémio internacional.

Artigo: bomdia.eu

Fotografia: DR

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